Época dos Ventos

15/08/2017

O final do inverno nos apresenta o mês de agosto que chega acompanhado pelos ventos. Ventos que soprando de várias maneiras , vão marcando a transição desta estação , prenunciando a primavera que em breve vai chegar!

 

O vento é ar em corrente, um fenômeno que ocorre entre a terra e o céu , vivendo no espaço intermediário como sendo aquele que transita entre a matéria e o Espírito. Pode se expressar como o sopro Cósmico Divino vivificante do Espírito, que convida Adão a acordar, por desejar que o homem tome posse de sua biografia.

O ar em movimento, nos lembra o brincar dos pássaros em seu ‘’ethos’’, ou o embalo das folhas nas árvores, ou o bailar das sílfides entre as flores, ou o sorriso das crianças entre os cabelos desembaraçados…

Vento é também morte e renascimento, o eterno ciclo das metamorfoses anímicas que ora se apresenta como uma brisa leve e refrescante, ora como um semeador carregando as sementes para fecundar a terra mais adiante; ás vezes um tornado que muda a direção de nossa história , revirando o passado ou o presente e deixando uma árdua tarefa de reconstrução para o futuro . Outras vezes é como o beijo suave de Zéfiro que nos leva delicadamente em direção ao nosso destino, como um pai amoroso que nos carrega , apoiando nossa jornada...

Seja como for que o vento nos toque, sempre será possível ressignificar cada situação e encontrar o sopro Divino que possibilita o acordar da alma , o encontro com o chamado, com o Eu invisível que habita em nós…

Retorno e renovação quando em espiral, vai em direção ao céu, nos relembrando os ciclos cármicos , biográficos ; nos remete ao processo de crescimento, à evolução cíclica da vida humana, que nos religa ao processo de toda a humanidade.

Também há aquele vento que canta no sino, chamando o ser humano ao trabalho Sagrado; é desta forma que o povo do Oriente escuta o sino de vento e lembra de sua missão , do destino , da palavra ‘’acordada’’ na alma...

O sino que toca com o vento é sentido como o ressoar da Voz Cósmica transportando a alma para além das fronteiras mensuráveis e conectando-a com a harmonia Celestial...

Já quando o vento canta sozinho nas montanhas , ou na noite fria, pode nos mostrar o caminho sinistro do vale das trevas noturnas; aquele caminho que leva ao encontro com a nossa sombra; o uivo do vento que gela a alma…

Os ventos nos colocam junto com a qualidade dual e inconstante que ora destrói o entorno , revirando o que está pronto, ora trazendo à tona o que estava adormecido; ora fecundando ideias, trazendo a calma, "limpando" o céu; de uma forma ou de outra, nos tirando da inércia.

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