O futuro que queremos

12/06/2018

 

 

Na última sexta-feira, dia 11 de maio, o Jardim Waldorf Flauta Mágica abriu suas portas para receber o Professor Valdemar Setzer, especialista em estudos filosóficos da tecnologia e da relação dos meios eletrônicos com a educação.

 

Confira como foi o evento pelo olhar da Débora Okida, mãe do Lorenzo, da sala da Tia Deise.

 

 


Normalmente numa sexta-feira a noite eu estaria me preparando para o final de semana, organizando as pendências da semana e descansando um pouco.  Nós que temos nossos filhos no jardim da infância sabemos bem como é isso (risos). Mas o chamado para assistir a palestra do professor Valdemar foi maior. O assunto vinha me preocupando bastante. E também consegui conciliar com a agenda de minha irmã para ficar com o Lorenzo.

 

Bem, em parte, pois não pude ficar até o final da palestra. Uma pena. Quem permaneceu poderá dar mais detalhes, mas a parte que participei já causou bastante impacto em mim. Na verdade boa parte do que o professor coloca nós já estamos cientes, mas quando se apresentam números, pesquisas e fatos, a coisa ganha outra dimensão. 

 

O olhar do professor sobre o tema é bem mais voltado aos danos. Eu sempre acho que temos o lado positivo das coisas. Mas sei que com relação à tecnologia que apresentamos às crianças e adolescentes, a linha divisória pode ser muito perigosa. Qual o limite e quais as consequências? Como o próprio palestrante coloca, as gerações que nasceram a partir do ano 2000 com a chegada dos tablets e smartphones ainda não alcançaram a idade adulta e não sabemos ainda que adultos se tornarão. Que futuro teremos? Ainda não sabemos. E que futuro queremos? Dependerá muito das escolhas que fazemos agora.

 

A internet e as redes sociais viciam tanto quanto qualquer outro tipo de vício (como drogas mesmo). Pesquisas mostram que 70% dos americanos dormem com seus smartphones ligados ao lado da cama. Mais de 60% afirmam usar celulares em eventos sociais. E 82% dizem que as redes sociais atrapalham os relacionamentos. Depressão, isolamento social e suicídio crescem entre os usuários. Escutando tudo isso, é impossível não se preocupar.

 

Acho que tenho (temos) muita sorte por termos optado pela pedagogia Waldorf na primeira infância. Seja por período integral ou não, nossos filhos (pelo menos para mim) estão num oásis em que podem se desenvolver integralmente e saborear o que muitas crianças estão totalmente distantes nos dias de hoje. Pé no chão de terra, subir em árvores, lidar com as plantas, a imaginação dos brinquedos de madeiras e por aí vai. Não preciso citar, todos vocês sabem bem. Mas sei também que não posso e não consigo isolar meu filho nesse oásis o tempo todo. Então, eu acredito no caminho do meio. Ainda estou descobrindo como fazer isso.

 

Mas tudo isso é para dizer que a iniciativa de trazer o tema foi super valiosa. Não estamos falando apenas dos nossos filhos, mas temos familiares, amigos ou seja, toda a sociedade em que vivemos e nos relacionamos. Nós mesmos precisamos nos policiar no uso da tecnologia e redes sociais. Refletir a respeito faz parte do futuro que queremos aos nossos filhos. Parabéns à Flauta Mágica.

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