Birra, Terrible Two, o que fazer?

09/05/2018

 

 

 

 

Seu filho não quer entrar no banho. Depois faz um escândalo que não quer sair. Ou pior, vocês
estão em um restaurante querendo curtir um domingo de paz e a criança joga a comida no
chão e grita.


Quase todos os pais das crianças, principalmente até 3 anos, passam por situações assim. Sim,
as crianças Waldorfs também fazem birra!

 

Por conta disso conversei com a  professora Roberta para nos presentear com algumas formas de clarear a mente e acalmar o coração para saber a melhor forma de agir. Vamos conferir as dicas?

 


Por que acontece a birra?

 

Primeiro é preciso entender que a passagem da criança dos 2 para os 3 anos é um período
turbulento. O “querer” parece avassalador. Neste período acontece a transição do “eu sou o
mundo” para o “eu estou no mundo”. Se repararmos a criança de 2 anos não se diferencia do
mundo, ela é própria extensão dele, da mãe, dos objetos e lugares.

 

A criança que antes não andava, anda e que antes não falava, começa a se comunicar e tem a
sensação de que consegue satisfazer suas necessidades. São muitas coisas para lidar. Eles
também tem mais febre, gripes, o sistema imunológico ainda está se desenvolvendo.

 

 

E o que podemos fazer em situações que nosso “sangue sobe”?
 

Como está a postura do adulto diante da criança? Eles são muito perspicazes. Por exemplo, se
a mãe fala: “Você não vai comer esse biscoito”, mas ele sabe que o pai cede, recorre ao pai. É
importante os adultos estarem alinhados. “Sua mãe já falou, você não vai comer”.

 

A criança também tem outro tempo. Não adianta exigir que alguém de 2 anos se arrume
rapidinho para sair em 5 minutos. 10 minutos é muito tempo para uma criança. Situações
assim geralmente geram estresse: “Vamos estamos atrasados, já falei ! Vista essa roupa...”

 

Outro ponto é a identificação do sono. A privação do descanso deixa a criança elétrica ou
agitada e isso favorece o mal estar deles e assim a birra.

 

 

E como se comunicar com o filho em uma birra mais aguda?

 

Se for preciso os pais podem fazer uma contenção física, pegando a criança no colo e
embalando. Não adianta falar muito. O melhor são sempre frases sucintas, na afirmativa, para
trazer a criança a si, como um mantra: Vamos para casa. Vamos acalmar.

 

Se a criança joga uma comida no chão não adianta você fazer um discurso enorme, falando
que tem crianças que passam fome e que você já falou isso muitas vezes. Fale de novo e de
novo. Nesta fase a palavra chave é PERSEVERANÇA. Uma hora vai ser interiorizado.

 

Não adianta perguntar para a criança se ela entendeu. Ela ouviu. Se você falar muito ela não
vai ouvir nem entender. Se ela jogou comida no chão você pode dizer: Nós não jogamos
comida no chão. Sua refeição acabou.

 

O limite é super importante. Mas ele deve ser estabelecido de uma maneira fluída e não
imposto.

 

 

Tia Roberta você nunca fica nervosa (risos)? Às vezes a gente sai do sério.
 

Não adianta. Quando você está com eles é preciso só estar com eles. As crianças vão brincar
do que os adultos fazem e nessas brincadeiras é que vão soltar sua imaginação. Elas são ação e
não verbo. Para ser criança é preciso ter coragem. E os adultos podem cantar. Cantar muito
para as crianças.

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